sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Afeto e Aprendizagem por conseqüências


Muitos teóricos ao longo de séculos acharam o suficiente explicar os fenômenos naturais através de mitos ou de construções hipotéticas e isso também se empregou para as explicações sobre os comportamentos humanos. Como já foi visto, as emoções são o melhor exemplo de tal empreendimento em explicar o comportamento humano através de causas fictícias.

Na obra O Pequeno Pincipe do francês Antoine de Saint-Exupéry apresenta-se uma passagem onde podemos apresentar uma nova visão sobre como as emoções e os sentimentos são adquiridos através de experiências do organismo em exposição a contingências reforçadoras.

O processo proposto pela raposa de Cativar, que segundo o dicionário apresenta um sentido de aproximar-se ou ficar junto, esclarece como essa classe de comportamentos esta relacionada com as conseqüências proporcionadas no meio. Inicialmente há um processo de modelagem, ou seja, um procedimento onde se reforça diferencialmente a aproximação sucessiva, passo a passo, ate que o comportamento final desejado (o principezinho ganhar a amizade da raposa) seja obtido.

Diante de uma contingência de escassez de reforços, identificada na expressão “monotonia”, a probabilidade da interação social (o brincar) se tornar um grande reforçador é um grande aspecto da eficiência desse processo de modelagem (cativar).

O principio fica muito claro para quem não acredita em amor a primeira vista; entende-se que todo “afeto” (classes de comportamentos) são adquiridos ao longo de aprendizagens bem-sucedidas (reforçadas) ou malsucedidas (punidas ou não reforçadas).

Trecho do filme disponivel em: http://www.youtube.com/watch?v=QJCIdULqaDQ