segunda-feira, 5 de julho de 2010

Anoite

I
Quando a noite escura ficar,
só assim me terá, disfarçado.
Olho no olho, sem esquivar,
tão próximo, encostado.
Dedos nos cabelos a afagar,
embora tu viestes despreocupado.


II
Então a cidade se elevou a diante.
No profundo poço do desejo,
ha escondido aqui dentro, o amante;
Contemplando, ao longe no horizonte, o ensejo.
Mostrai o teu amor na luz da estrela mais brilhante,
e se o amanhecer pareceu perdido e te vejo,
nela te sinto ainda mais radiante.

III
E se no final dessa estação
faltarem as palavras, as despedidas
e se a noite parecer de infinita lamentação
levai estas esperanças despedaçadas.
Mas, se minha sorte desposar teu coração,
E mais uma vez caricias forem trocadas
Oferecerei-me leal, em inteira devoção;
Satisfeito, inteiramente, das noites amadas

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