Aos poucos meu corpo foi me contando o que ocorria, náusea, taquicardia, extremidades gélidas; estava debruçado na cama em meu ambiente, o privado, me esquivando, da maneira como aprendi, das coisas que me faziam mal; procurei estabelecer monólogos reconfortantes - dizia para mim mesmo o que fazer para tudo realmente dar certo - ensaiei, minha fala precorrente, pois é assim que faço para redirecionar outros tipos de monólogos (os auto-punitivos), os que doem.
Minha musica favorita tocava ao fundo, cantei-a, me atendo a cada palavra, falava sobre alguém que se perde e não pode mais voltar.
A madrugada se iniciava, o céu, que eu podia observar da janela na posição em que estava deitado, era cinza.
Ensaiei as historias que contaria e as que não contaria, foi pavoroso... cada instante mais meu coração me sinalizava isso. Diante de uma contingência aversiva, em que não se sabe o que fazer, tenta-se de tudo o que já foi tentado antes... e o que eu fiz? – Chorei.
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