segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

E os planos pro futuro??

Desde criança aprendi a esperar...


Minha mãe sempre fez pudim, e enquanto ela fazia dizia: “mais tarde, se você cochilar, eu te dou um pedaço”, era dito e feito, ela queria dormir depois do almoço e usava essa estratégia para que eu a deixasse dormir e eu também dormisse. De maneira não sistemática é assim que aprendemos a esperar pelo reforço a longo prazo. Com os passos da infância outras condições foram estabelecidas por ela, dizia: “passe de ano que você irá com seu irmão para São Luis...”, bom, se eu passasse, eu iria, sempre fui um bom aluno e adorava as férias de São Luis...

Para Baum, dizemos que um comportamento é controlado por uma regra (o que minha mãe dizia) é dizer que está sob controle do estimulo regra, e que a regra é um certo tipo de estimulo discriminativo – um estimulo discriminativo verbal (a fala da mamãe); entendendo estimulo discriminativo como o contexto ambiental no qual o organismo se comporta. Regras são seguidas porque o comportamento de seguir regras similares foi reforçado no passado (Skinner, 1969, 1974), ou seja, mamãe me ensinou muito bem. Esse é o “ponta-pé” inicial para muitas outras habilidades, as que me refiro no presente texto são as de planejar o futuro.

Skinner em Ciência e Comportamento Humano, nos diz que quando o homem se controla, escolhe um curso de ação, pensa na solução de um problema, ou se esforça em aumentar o auto-conhecimento, está se comportando. Controla-se precisamente como controlaria o comportamento de qualquer outro através de manipulação de variáveis das quais o comportamento é função (Skinner, 1953). A partir desta afirmação, podemos concluir que aprendi a me controlar por regras e manipular as variáveis garantindo-me reforços por cumprir as minhas próprias regras, como conseqüência.

Entretanto, nem sempre as coisas se saem como planejávamos e o que poderia ser um reforçador (ser bem-sucedido seguindo a regra) pode se tornar uma punição (ser mal sucedido), afinal de contas ate mesmo em ambiente de laboratório acontecem acidentes, porém as conseqüências na vida real podem ser irremediáveis e implacavelmente aversivas. Quando isso acontece, cabe a historia de reforçamento (de vida) do organismo dizernos sobre o quais respostas neste contexto irá emitir... precisamos nos flexibilizar, novas regras precisam ser feitas e quem sabe... quem sabe???

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