
Há muitos anos, e eu não sei informar-lhes quando tudo começou, aprendi a mentir.
Baum (2006. p. 125), um analista do comportamento, diz que a primeira condição que torna provável dizer que alguém está mentindo é o reforço para a ação, mentir é um comportamento operante, logo, o reforço para o mentir provavelmente seja evitar a punição (desaprovação social ou castigo dos pais) ou, em algumas vezes, obter uma recompensa (elogios).
Ao passo dos anos em que convivi com as pessoas das quais minhas mentiras se tornaram contexto, aprendi, na medida em que as observei comportando-se, que diante de dadas situações, era provável que a “verdade” fosse consequênciada com uma punição e eu menti e mudei o rumo da historia, da minha historia, e fui reforçado e fui mantido preso nessa contingência.
Disse que mudei minha vida com um tom de propriedade, sabe-se lá que propriedade alguém tem para mudar a própria vida; “o qual hábil alguém é para mudar contingências tão vastas quanto de uma cultura?”. Não posso garantir-lhes, entretanto, que tais pessoas ficaram sob o controle da minha fala, pois uma investigação não perita ofereceria dados para me contradizer, ao passo que me coloco diante da duvida de que: será se tais pessoas ficam sob o controle dos meus relatos ou das suas historias de fuga/esquiva de ouvir o verdadeiro relato de tais fatos?
Há muitos anos, e eu não sei informar-lhes quando tudo começou, aprendi a mentir, e hoje, preciso dizer a verdade...
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